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Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Chapter 15 / 21

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Capítulo 15: O Santuário e o Silêncio das Paredes de Pedra

Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

O interior do abrigo fortificado na mina abandonada era frio e abafado, iluminado apenas por lâmpadas de filamentos amarelos ligadas a um gerador a diesel barulhento que resmungava em um canto isolado. O cheiro de umidade, metal velho e poeira impregnava o ar.

Na série original, este era o momento em que a tensão entre Erik e Hanna atingia o ápice: o isolamento solicitado colocava à prova a sanidade da garota, que começava a questionar as mentiras do homem que a criara e a sentir curiosidade implacável pelo mundo exterior que ela nunca conheceu.

Mas com a presença de Arthur, a dinâmica do abrigo mudou sutilmente.

Erik estava sentado em uma cadeira de madeira perto da mesa central, limpando o mecanismo de seu fuzil com movimentos metódicos e silenciosos. Seus olhos suportaram-se desviavam-se periodicamente para o canto oposto ao cômodo, onde Hanna estava sentada na borda de um beliche de campanha.

Hanna segurava um pequeno rádio transistor antigo que Erik usava para captar frequências de rádio amador. Ela girava o botão de sintusonia lentamente, ouvindo o chiado estático alternando-se com fragmentos distantes de músicas pop e específicas em idiomas que ela não compreendia. Para alguém que passou a vida inteira ouvindo apenas o sibilar do vento na floresta e os comandos rígidos de Utrax, aquele ruído caótico do mundo humano parecia fascinante e aterrorizante ao mesmo tempo.

Arthur mudou-se em silêncio, trazendo duas latas de ração militar aquecidas. Ele mandou-se na borda do beliche ao lado dela, mantendo uma distância confortável, e estendeu uma das latas.

Hanna olhou para a comida, depois para Arthur. Na série, ela tende a recusar ou comer com desconfiança animal. Mas agora, ela aceitou a lata sem hesitação, puxando o lacre metálico com facilidade.

— O que é isso? — ela disse em voz baixa, apontando com o queixo para o rádio, enquanto um trecho de uma música alegre ecoava brevemente antes de sumir na estática.

— Música — respondeu Arthur calmamente, comendo um pouco da ração. — Pessoas em grandes cidades escutam isso quando andam de carro ou trabalham em escritórios. É uma forma de... barulho organizado para ocupar a mente.

Hanna fixou os olhos azuis no aparelho.

— Elas não têm medo? — ela disse, sua voz falou sobre aquela franqueza crua de quem foi criada para a guerra. — Vivendo em lugares lotados, sem saber quem é o inimigo.

— É por isso que existem regras, leis e distrações — disse Arthur, olhando-a nos olhos. — Para que as pessoas pensem que estão seguras, mesmo quando o mundo ao redor é perigoso.

Do outro lado da sala, Erik parou de limpar sua arma. Ele observou uma troca de palavras com uma expressão analítica e profunda. Erik passou anos tentando proteger Hanna do mundo, ensinando-lhe apenas a matar e a sobreviver. No entanto, ver a garota aceitou explicou e demonstra uma curiosidade genuína em relação a Arthur — algo que ela fez recentemente com ele, devido ao peso das mentiras sobre o passado dela — gerou em Erik um misto de protetor de desconforto e desconforto.

Hanna comeu em silêncio, mas a frágil habitual em seus ombros havia desaparecido quase por completo. Ela não estava em alerta máximo. Naquele abrigo, cercado por toneladas de rocha e pela ameaça iminente da CIA, ela se sentia segura de uma forma que nunca havia experimentado antes.

Ela virou o rosto para Arthur, hesitando por uma fração de segundo antes de fazer a pergunta que vinha guardando desde a fuga no deserto:

— Por que você ficou? Você era um guarda deles. Tinha uma vida na base. Poderia ter corrido sozinho.

Arthur deu de leve, quebrando a seriedade do ambiente.

— Digamos que eu não gostei muito dos meus chefes — respondi ele com simplicidade. — E no fim das contas... Prefira apostar na loba do que nos caçadores.

Hanna não trapaceou — ela ainda não dominou a arte de expressar aquela forma —, mas o canto de seus lábios relaxou minimamente. Ela desviou o olhar para o rádio novamente, mas desta vez, encostou de leve o ombro no braço de Arthur, um gesto pequeno e silencioso de fácil utilização total.

Erik deu um suspiro profundo, voltando a focar na limpeza de sua arma. A calmaria no abrigo era frágil, e eles sabiam que Marissa Wiegler não demoraria a encontrar uma nova pista. Mas, por aquela noite, nas profundezas da terra, a tempestade lá fora parecia infinitamente distante

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