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Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Chapter 17 / 21

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Capítulo 17: Rumo a Berlim e o Cerco Urbano

Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

A pesada porta de ferro da mina abandonada fechou-se com um eco sôfrego, isolando o refúgio que os havia protegido por sete longos dias. O ar frio da madrugada batia contra o rosto de Arthur, trazendo o cheiro de mato molhado e fumaça distante.

Erik Heller liderava o grupo, avançando com passos silenciosos por entre os pinheiros até alcançar um carro utilitário cinza que ele havia escondido a dois quilômetros dali, camuflado sob uma lona grossa e galhos secos.

Na linha temporal original da série, Erik e Hanna seguiam para Berlim com o peso de uma solidão implacável, enfrentando cada perigo de mãos atadas e sem saber em quem confiar. Mas, desta vez, a formação era diferente. Arthur ocupava o banco do passageiro dianteiro, enquanto Hanna estava acomodada no banco de trás, os olhos azuis atentos a cada reflexo nos retrovisores e a cada placa de sinalização na estrada vicinal.

— A CIA está reorganizando o cerco nas entradas principais de Berlim — disse Erik, mantendo os olhos na estrada enquanto girava a chave na ignição. O motor roncou suavemente, quebrando o silêncio da madrugada. — Eles sabem que estamos na região. Vão usar checkpoints nas rodovias federais e varreduras eletrônicas nas estações de trem. Vamos precisar entrar pela zona industrial antiga.

— Isso nos dá uma vantagem — comentou Arthur, olhando os mapas detalhados que Erik havia espalhado no painel. Graças à sua percepção aprimorada e à habilidade de [Engenharia Social / Disfarce Cívico], ele conseguia prever os pontos cegos das rotas de patrulha com precisão cirúrgica. — Os agentes de campo de Marissa preferem rotas limpas. Se cruzarmos pelo setor de armazéns abandonados ao norte, passaremos direto pelas câmeras de tráfego sem disparar os alertas de reconhecimento facial.

Hanna, sentada logo atrás, inclinou-se levemente para a frente, apoiando o queixo no encosto do banco do motorista. Ela olhou para Arthur, seus olhos suavizando-se por um instante antes de voltarem à dureza necessária para a missão. A confiança entre os dois era total; ela sabia que, se qualquer coisa desse errado, Arthur estaria lá para cobrir sua retaguarda com a mesma precisão de sempre.

O carro arrancou, cortando a neblina da estrada rumo ao coração da Alemanha.

Cerca de duas horas depois, o veículo contornava os galpões industriais decrépitos nos arredores de Berlim. O cenário urbano começou a se desenhar no horizonte sob o céu cinzento de amanhecer: torres de transmissão, prédios de concreto cinza e o tráfego caótico das avenidas principais.

Erik parou o carro em uma rua secundária, cercada por contêineres de carga enferrujados e vegetação rasteira.

— É aqui — disse Erik, desligando o motor. — Vamos a pé a partir de agora. Tenho um contato antigo, um homem que me deve favores desde os tempos em Berlim Oriental. Ele pode conseguir novos passaportes e um lugar seguro para nos escondermos enquanto descobrimos onde estão os arquivos centrais de Utrax.

Hanna abriu a porta do carro e saltou agilmente para o asfalto, ajustando a alça de sua mochila tática. Arthur saiu logo em seguida, esticando os músculos e sentindo a estabilidade fria do sistema em sua mente. O nível de suas habilidades estava sólido, pronto para qualquer eventualidade que cruzasse o caminho deles na cidade grande.

Enquanto caminhavam em direção à passarela de pedestres que levava ao distrito central, um carro preto da inteligência, disfarçado com placas civis, reduziu a velocidade a duas quadras deles. Os sensores térmicos e de reconhecimento móvel da CIA estavam ativos na área.

— Contato visual à esquerda. Dois agentes a quarenta metros, saindo de um veículo civil — murmurou Arthur, usando sua habilidade de [Empatia Tática / Leitura de Comportamento] para antecipar os movimentos dos inimigos antes mesmo que eles sacassem as armas.

Hanna não hesitou. Sem demonstrar pânico, ela deu um passo lateral, posicionando-se de forma natural ao lado de Arthur, fingindo ajustar o capuz de seu casaco enquanto bloqueava a linha de visão direta dos agentes em direção ao rosto de Erik.

— Por aqui. Vamos entrar no mercado municipal — disse Arthur calmamente, guiando o grupo para dentro de um túnel de pedestres lotado de feirantes e trabalhadores matinais.

A multidão engoliu os três instantaneamente. Quando os agentes da CIA viraram a esquina da rua comercial, a loba, sua sombra e Erik já haviam desaparecido no meio do fluxo caótico da cidade.

A caçada urbana havia começado, mas desta vez, a presa estava armada, unida e pronta para contra-atacar.

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