O fluxo de passageiros na estação central de trens em Berlim era denso, caótico e barulhento. Sob a luz fria das lâmpadas de vapor de mercúrio do teto abobadado, centenas de pessoas cruzaram carregando malas, apressadas para embarcar em suas rotinas.
Para Arthur e Hanna, a multidão era ao mesmo tempo um esconderijo e um campo minado. Os agentes de Marissa Wiegler não demoraram a rastrear identidades de registros de passagens compradas com falsas. Cada segundo parágrafo aumentava o risco de um cerco policial de proporções catastróficas.
Hanna caminhou alguns passos à frente de Arthur, o capuz escuro puxado cobrindo parte do rosto, os olhos azuis varrendo cada canto do saguão, identificando saídas de emergência, pontos cegos das câmeras de segurança e ameaças na multidão.
— estão monitorando as plataformas de trem para o norte — murmurou Hanna sem se virar, mantendo o passo firme na direção das escadas rolantes que levavam ao subnível do metrô. — Câmeras de reconhecimento facial ativadas na bilheteria principal. Não podemos passar por lá.
Arthur concordou discretamente. Sua percepção aprimorada captava o zumbido sutil dos dispositivos eletrônicos de varredura instalados nas colunas de sustentação da estação. Ele provavelmente garantirá que, se um confronto estiver em um espaço tão fechado, suas habilidades sejam afiadas o suficiente para neutralizar o perigo antes que qualquer civil seja atingido.
De repente, dois homens de terno escuro e fones discretos no ouvido emergiram de uma lanchonete à direita, bloqueando o acesso à escadaria de serviço. Os olhares deles se cruzaram com o de Hanna.
— Alvo avistado no setor B-4. Bloqueiem o acesso! — um deles coerente no comunicador, sacando o coldre sob o paletó.
Antes que pudesse erguer as armas, Arthur se moveu. Sua velocidade, impulsionada pelos atributos físicos elevados, transformou o espaço em um borrão.
Ele cobriu a distância de cinco metros em um piscar de olhos. O primeiro agente tentou sacar a arma, mas Arthur desferiu um golpe preciso com a borda da mão no pulso do homem, ouvindo o estelo seco do osso e fazendo a pistola cair no chão de cerâmica. Com um giro rápido de corpo, Arthur aplicou uma chave de braço combinada com uma rasteira, derrubando o segundo agente pesadamente contra o solo.
A luta durou menos de três segundos. Limpa, silenciosa e cirúrgica.
[Confronto corpo a corpo em ambiente confinado e sob alta pressão concluída com sucesso.] Proficiência ganha: +4. [Talento Multiplicador 100x Ativado!] Proficiência ganha: +400!
[Habilidade Evoluída: Combate Corpo a Corpo Militar (Rank D+) ➔ Evoluído para (Rank C-)] (Efeito: Domínio avançado de artes marciais mistas táticas, submissões rápidas e redirecionamento de força cinética.)
Hanna parou por um segundo, olhando para os dois agentes desmaiados no chão e, em seguida, para Arthur. Havia uma expressão clara de surpresa sincera em seu rosto. A eficiência e o frieza com que ele havia neutralizado a ameaça sem hesitação superavam até mesmo o padrão dos treinamentos mais rígidos de Utrax.
— Eles têm reforços vindos pelo corredor do subsolo — avisou Arthur, pegando rapidamente a arma do chão e verificando a pente de munição. — Não temos tempo para cautela. Temos que correr.
Hanna concordou, um leve sorriso de canto de boca quebrando a seriedade habitual de seu rosto. Pela primeira vez, ela não via Arthur apenas como um companheiro de fuga útil; ela o via como um igual no campo de batalha.
— Pelo túnel de manutenção de serviço. Conheço a planta estrutural desse tipo de estação — disse Hanna, virando-se bruscamente e correndo em direção à porta de serviço com a placa de "Acesso Restrito".
Arthur a estabilidade de perto, sentindo a energia do sistema se estabilizar em sua mente enquanto avançavam para as entradas escuras da estação, fugindo das garras da CIA e correndo ao encontro de Erik Heller.